A acusação foi feita pelo secretário-geral da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Franco Marcolino Nhany, em conferência de imprensa, que falou em "operação combinada".
Segundo o político, o caso mais recente terá ocorrido, na segunda-feira, no município de Camanongue, província angolana do Moxico, onde a ação terá sido supostamente orientada pelo secretário local do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, partido no poder), que mandou retirar todos os símbolos da UNITA daquela região.
"A Polícia Nacional e os sobas (autoridades tradicionais) foram chamados a envolverem-se na operação, sob pena de ficarem sem os seus subsídios, na sequência de uma reunião que o primeiro secretário municipal de Camanongue do MPLA manteve no local", acusou o dirigente da UNITA.
Franco Marcolino Nhany referiu também que facto semelhante teve lugar no município de Ekunha, província do Huambo, no dia 11 deste mês, em que militantes do MPLA, numa operação combinada com a defesa civil, "atacaram militantes da UNITA durante um ato político do seu partido".
"Aproximaram-se com pedras, paus, catanas e azagaias, e atiraram-se contra os militantes indefesos da UNITA e causaram ferimentos graves a 10 pessoas e danos materiais avultados", acusou ainda o político, acrescentando que o programa do ato político foi "devidamente comunicado às autoridades".
Angola prepara-se para realizar eleições gerais em Agosto deste ano, o quarto escrutínio desde que se tornou independente de Portugal, em 1975, decorrendo actualmente o processo de registo eleitoral.
Nas últimas eleições, em 2012, o MPLA foi o partido mais votado, seguido da UNITA, da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), do Partido de Renovação Social (PRS) e da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA).

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